Agora vem a pergunta que poucos empresários estão fazendo:
Quem vai manter esses veículos rodando?
Não basta instalar eletropostos. O Brasil também precisará construir uma nova cadeia de pós-venda para atender carros elétricos e híbridos.
Estamos falando de demanda por componentes de baterias, sistemas de gerenciamento BMS, inversores, módulos eletrônicos, conectores, sistemas de refrigeração, sensores, cabos de alta tensão, peças de suspensão, freios e itens específicos das marcas chinesas.
Também será necessário equipar as oficinas com scanners compatíveis, ferramentas isoladas, elevadores para baterias, câmeras térmicas, multímetros, testadores, equipamentos de segurança e sistemas de diagnóstico.
Mas o maior gargalo não será apenas o equipamento. Será a falta de profissionais preparados para trabalhar com alta tensão, diagnóstico eletrônico e manutenção de baterias.
Isso abre três grandes mercados:
Importação e distribuição de autopeças para veículos chineses.
Venda de ferramentas e equipamentos especializados para oficinas.
Criação de centros de treinamento e redes de manutenção certificadas.
O carro é vendido uma vez. O pós-venda gera demanda recorrente durante anos.
A China já possui fabricantes, tecnologia, escala e uma cadeia completa para quem quer comprar direto da fábrica, eliminar intermediários, desenvolver marca própria e entrar nesse mercado antes da consolidação.
Na Canton Fair, em outubro, vamos buscar exatamente esse tipo de oportunidade: veículos de nova energia, autopeças, ferramentas, equipamentos e tecnologias para estruturar novos negócios no Brasil.
Quer conhecer esse mercado diretamente na origem? Fale com a equipe da Imersa.