ARTIGO

O carro elétrico é apenas o começo do negócio

Em julho de 2026, os veículos eletrificados já representaram 21% das vendas de veículos leves no Brasil. Na prática, dois em cada dez carros vendidos já possuem algum nível de eletrificação.

Agora vem a pergunta que poucos empresários estão fazendo:

Quem vai manter esses veículos rodando?

Não basta instalar eletropostos. O Brasil também precisará construir uma nova cadeia de pós-venda para atender carros elétricos e híbridos.

Estamos falando de demanda por componentes de baterias, sistemas de gerenciamento BMS, inversores, módulos eletrônicos, conectores, sistemas de refrigeração, sensores, cabos de alta tensão, peças de suspensão, freios e itens específicos das marcas chinesas.

Também será necessário equipar as oficinas com scanners compatíveis, ferramentas isoladas, elevadores para baterias, câmeras térmicas, multímetros, testadores, equipamentos de segurança e sistemas de diagnóstico.

Mas o maior gargalo não será apenas o equipamento. Será a falta de profissionais preparados para trabalhar com alta tensão, diagnóstico eletrônico e manutenção de baterias.

Isso abre três grandes mercados:

Importação e distribuição de autopeças para veículos chineses.

Venda de ferramentas e equipamentos especializados para oficinas.

Criação de centros de treinamento e redes de manutenção certificadas.

O carro é vendido uma vez. O pós-venda gera demanda recorrente durante anos.

A China já possui fabricantes, tecnologia, escala e uma cadeia completa para quem quer comprar direto da fábrica, eliminar intermediários, desenvolver marca própria e entrar nesse mercado antes da consolidação.

Na Canton Fair, em outubro, vamos buscar exatamente esse tipo de oportunidade: veículos de nova energia, autopeças, ferramentas, equipamentos e tecnologias para estruturar novos negócios no Brasil.

Quer conhecer esse mercado diretamente na origem? Fale com a equipe da Imersa.

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